Eventos e mapeamento LGBTQIAP+ acontecem em São José do Rio Pardo

No mês internacional da luta pelos direitos da comunidade, São José do Rio Pardo apresentará seu primeiro ato LGBTQIAP+, que será organizado e financiado com dinheiro público. Poder Público nega envolvimento com eventos

*Publicado originalmente em Jornal O Democrata, de São José do Rio Pardo

O primeiro ato da comunidade LGBTQIAP+ acontecerá no dia 26 de junho, às 15h00 (informação no perfil do Instagram MapeArte), de acordo com um folheto distribuído por agentes de recenseamento, que foram contratados pelo projeto MapeArte durante a última semana de maio e o início de junho.

O jornal Democrata buscou compreender, por meio de entrevistas com os responsáveis da organização, de seus produtores e colaboradores de São José do Rio Pardo, se os eventos relacionados a estes acontecimentos seriam custeados com dinheiro público, além da origem desses valores.

A diretora de Cultura do município, Yura Apoli, pelo WhatsApp, afirma não ter envolvimento com o projeto em questão. Posteriormente, em conversa com outros indivíduos que pudessem ter algum tipo de relacionamento com o MapeArte, o jornal encontrou Elaine Martins, que era do Mandato Ativista do PT, e Mar Franco, que coordena os trabalhos do projeto, fato confirmado em mensagem.

O Mapearte, que visa ao mapeamento e à formação cultural de produtores, artistas e pessoas que se identificam com o movimento LGBTQIAP+ na cidade, tem parceria com a Secretaria Estadual de Economia Criativa, que fará o repasse de 50 mil reais para alguns eventos que irão acontecer neste mês.

Conforme verificado no site da Secretaria Estadual, outro projeto de São José também foi contemplado com os 50 mil reais, denominado Di-Ver-Cidade-, de responsabilidade de Mateus Luís de Souza Dias. Tanto o nome de Elaine quanto o de Mateus podem ser observados na Ata da comissão de seleção de projetos do Programa de Ação Cultural (Proac). Os valores foram destinados às pessoas físicas, não às jurídicas.

Além dos dois mencionados, Lauriel Lúcio, diretor de divulgação do MapeArte, pediu que o meio de comunicação formalizasse as perguntas pelo endereço eletrônico mapearte.sjrp@gmail.com, para evitar que informações falsas fossem divulgadas, uma vez que vários dados e conteúdos têm sido propagandeados contra a ação de forma depreciativa e pejorativa.

As perguntas realizadas pela imprensa tentavam responder questionamentos como: quantos recenseadores foram contratados? Como foi o processo de escolha? Se houve processo seletivo simplificado com publicação de editais antes da contratação? Qual salário de cada um? Sobre as palestras, qual o custo delas? Quanto será pago aos palestrantes? Haverá apoio de órgãos públicos de São José?

Levantamento de dados pelas redes sociais

No Instagram, é possível analisar uma arte gráfica em que o grupo manifesta interesse em contratar rio-pardenses para serviços presenciais entre os dias 23 de maio e 4 de junho, o que equivale a 11 dias, pagos por diárias no valor de 100 reais, somados a vale alimentação e vale transporte. As vagas eram exclusivas para a população LGBTQIAP+.

Segundo uma fonte que a reportagem preferiu resguardar e não expor neste texto, sete (7) recenseadores foram porta a porta realizar a pesquisa de mapeamento, inclusive para saber se o morador conheceria alguém da comunidade ou se convive ou vive com alguém que se autodeclare gay, lésbica, travesti, transsexual, gênero neutro, assexual ou afins.

Os responsáveis pelo MapeArte criaram também um perfil no aplicativo de relacionamentos e namoro Tinder. Lá, nas fotografias, aparecem Elaine Martins, Lauriel Lúcio, Mar Franco, Yura Apoli e outros dois indivíduos.

Envolvimento de entidades públicas

O site do MapeArte explica que o projeto tem ligação com o Sarau do Grito, de artistas da cidade, e tem apoio do Departamento de Esporte e Cultura (DEC), da Prefeitura Municipal de São José do Rio Pardo, além de ser financiado pela Secretaria Estadual.

A Prefeitura informou ao Democrata que não tem nenhum tipo de parceria com as apresentações, cursos, palestras e eventos artísticos, embora a informação esteja prevista no https://mapeartesjrp.com.br/.

Sem Projetos de Leis na Câmara Municipal

*Editado pela Imparciup, de São José do Rio Pardo

A comunidade LGBTQIAP+, movimento político e social que luta pelos direitos de gays, lésbicas, pessoas trans, travestis, gênero neutro, assexuais etc., não é mencionada nas proposituras que tenham sido desenvolvidas pelos servidores públicos eletivos.

A Imparciup realizou um levantamento de dados que mostra que algumas pautas sociais, ambientais e ecológicas foram pouco tratadas durante mais de um século e três décadas de existência da Câmara.

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